4 maneiras de usar a inteligência artificial para melhorar o governo

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Em meados de fevereiro, o CEO mundial da Microsoft, Satya Nadella, visitou o Brasil. Li no jornal O Globo que ele sugeriu o uso de Inteligência Artificial (IA) para elevar a eficiência do governo. O fato de um executivo desse calibre vir ao País e levantar esse assunto me levou a pensar nas diversas maneiras de usar a IA para melhorar a administração pública. E não são poucas.

Nadella está correto em sua afirmação. O uso da tecnologia pelos governos, de forma geral, traz inúmeros benefícios para a população – especialmente no controle do uso do dinheiro público. Em meio a discussões sobre reforma da previdência e austeridade fiscal, essa é uma questão que tem de ser incluída no debate. Afinal, uma coisa é querer controlar os gastos e dar o destino correto aos impostos, outra é fazer isso em meio à bagunça generalizada que se transformaram as contas do governo. Sem contar os inúmeros esquemas de desvio de recursos e sonegação que, todos nós sabemos, continuam a existir.

Agora, em que situações, exatamente, a Inteligência Artificial pode ajudar na administração pública? São várias, mas decidi elencar as principais:

  1. Combate a fraudes e corrupção
     Os sistemas de IA são extremamente eficientes em encontrar situações que fogem ao padrão. A VERT desenvolve aplicações capazes de ler um contrato e dizer se, por exemplo, o que está sendo contratado é, de fato, o que foi licitado e se os valores condizem com os produtos ou serviços oferecidos. O índice de acerto da ferramenta ultrapassa os 90%. Esse tipo de tecnologia aumenta infinitamente a eficiência dos tribunais de conta e facilita o trabalho do Ministério Público e da polícia.
  2. Processos legais
     Que a Justiça no Brasil é lenta ninguém duvida. O principal problema, e qualquer juiz pode atestar isso, está no excesso de processos. É humanamente impossível lidar com a quantidade de demandas que chegam todos os dias aos tribunais. Muitos processos, no entanto, tratam do mesmo assunto. Sistemas de IA podem identificar casos em que já existe uma jurisprudência e acelerar a tramitação sem que um juiz tenha de gastar horas analisando algo que não precisaria.
  3. Poder executivo – Agências reguladoras
     Esse é um dos principais pontos de atrito entre iniciativa privada e governo. Muitas vezes, para obter a licença para um projeto, as empresas precisam esperar meses ou anos até a palavra final do regulador. A demora pode, inclusive, inviabilizar investimentos. Mas, com o uso da IA, é possível automatizar boa parte das etapas de licenciamento, livrando os profissionais das agências reguladoras do trabalho braçal de ter de analisar centenas de documentos.
  4. Atendimento à população
     Essa é uma tendência na inciativa privada também. Cada vez mais empresas utilizam robôs para agilizar o atendimento ao consumidor. A tecnologia já está tão avançada que, muitas vezes, a pessoa nem se dá conta que está falando com uma máquina. O mesmo conceito pode ser aplicado para o relacionamento entre cidadãos e a máquina pública, facilitando a vida das pessoas.


Por Humberto Sampaio - Diretor Comercial Vert