VERT em matéria sobre importações no jornal Valor Econômico

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Importadores perdem crédito e têm de pagar encomendas à vista

Por Marta Watanabe, em 9 de maio de 2016.

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Sérgio Marques, presidente da Vert, empresa do setor de tecnologia da informação e comunicação, conta que a desvalorização cambial elevou ainda mais o custo dos desembarques de equipamentos que a empresa compra do exterior, já elevado desde 2014, quando os importadores passaram a ficar sujeitos ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) por substituição tributária.

Nesse regime, a empresa importadora, além de pagar o seu próprio ICMS, precisa recolher antecipadamente o imposto devido nas etapas seguintes de comercialização. Isso obriga a empresa a recorrer a maior financiamento de giro. “Essa mudança tributária veio juntamente com a desvalorização cambial e com a mudança estrutural dos distribuidores de equipamentos”, afirma Marques.

O empresário explica que durante 15 anos importou diretamente os equipamentos de informática necessários para os serviços prestados pela empresa. A importação direta era mais vantajosa do que a compra dos produtos por meio dos distribuidores localizados no Brasil. Na época os distribuidores eram nacionais. Atualmente, eles são multinacionais, têm acesso a crédito mais barato no exterior e, além disso, por trabalharem com volume maior, têm maior possibilidade de negociar preços com os fornecedores externos.

A mistura de custo de capital mais alto, dólar mais caro e um regime de tributação desfavorável ao fluxo de caixa da empresa fez Marques passar a adquirir os equipamentos por meio das multinacionais e não diretamente do exterior. Esse processo se intensificou no ano passado. “Hoje, trago diretamente cerca de 20% do que importava antes.”