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Já há alguns anos a VERT despertou sua atenção para a responsabilidade social. Inicialmente, não como uma estratégia empresarial, mas por uma preocupação legítima dos sócios da empresa como cidadãos, sempre atentos às questões coletivas. A VERT busca, desde então, desenvolver produtos e práticas que gerem melhorias para a comunidade. Atenta às tendências modernas de gestão dos negócios e às transformações do planeta, a empresa entende que o crescimento econômico só será possível com estratégias empresariais competitivas por meio de soluções socialmente corretas, ambientalmente sustentáveis e economicamente viáveis. Portanto, procuram conduzir seus negócios de maneira que se tornem parceiras e corresponsáveis pelo desenvolvimento social.
1. P&D de produto contra estragos causados por vazamento de gás
Em 2002, a VERT resolveu investir na pesquisa e no desenvolvimento de um produto que iria reduzir os danos causados por vazamento de gás natural. O chamado iNose, ou nariz artificial, hoje está em fase de testes e deve ser comercializado ainda este ano. É um dispositivo eletrônico que, composto de sensores físicos e softwares inteligentes que monitoram automaticamente a concentração do composto odorante do gás natural no ambiente, é apto a detectar a quantidade de gás que está vazando. Assim, evita problemas de saúde e acidentes envolvendo explosões.
Via demanda da VERT, o iNose foi desenvolvido pelo Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco, o mais antigo grupo de pesquisas em redes neurais artificiais da América Latina. Está sendo cofinanciado pelo FINEP, pela Engevix Engenharia e pela VERT. O projeto piloto está em desenvolvimento na Comgás.
Atualmente, quem faz o controle de vazamento de gás nas companhias de distribuição são seres humanos, treinados para identificar e classificar o composto odorante presente no gás natural para que ele possa ser identificado. Tal atividade traz diversos problemas de saúde a eles, tais como dor de cabeça e náuseas, pois o composto odorante é tóxico. Além disso, a classificação não é precisa, uma vez que o olfato humano é suscetível a erros, o que leva a um risco maior de vazamento de gás. E mais: esses profissionais são onerosos para as distribuidoras de gás. Para evitar saturação do olfato, decaimento na percepção e problemas de saúde, os rinologistas não podem realizar análises sucessivas, é necessário que se faça um rodízio entre eles. E o treinamento que realizam para desenvolver a capacidade olfativa é realizado no exterior. O Brasil não há algo do gênero na área.
Além de tóxico, o composto odorante é altamente inflamável, reage violentamente com agentes oxidantes fortes, dióxido de enxofre, ácidos e bases agentes redutores e metais alcalinos; ocasionam decomposição térmica gerando produtos inflamáveis e tóxicos, o que intoxica não só o homem, mas também o meio ambiente no caso de vazamento.
O iNose pode ser a solução de todos esses problemas, podendo ser usado em plataformas de extração, dutos de transporte, oleodutos, gasodutos, estações de refino e redes de distribuição. O dispositivo eletrônico pode ampliar as possibilidades de monitoramento do gás natural transportado, permitindo que a odoração no gás seja realizada de acordo com as características ambientais dos locais dos dutos. Regiões com menor poluição poderão receber menor concentração de odorante, diminuindo a possibilidade de corrosão nos equipamentos e a toxidade do gás distribuído.
A utilidade do aparelho também poderá ser estendida para outras soluções de segurança, como a identificação de substâncias químicas, drogas e explosivos.
2. Investimento em cultura e educação
No mês do aniversário de 50 anos de Brasília, abril de 2010, a VERT patrocinou o lançamento do livro “Brasília 2030 – A Reconstrução”, de autoria de Paulo Castelo Branco, e doou 1.500 edições para escolas públicas e para o programa Mala do Livro, da Secretaria de Cultura do DF. A obra, que está em sua segunda edição e foi lançado pela Editora Dom Quixote, é uma crítica ao desvirtuamento do Plano Piloto, a área tombada que é Patrimônio Cultural da Humanidade. É um alerta para a queda de qualidade de vida dos brasilienses caso nenhuma providência seja tomada a tempo.
A iniciativa foi uma forma de retribuir à capital federal o que ela tem proporcionado à empresa ao longo de seus 13 anos de existência. A VERT é filha de Brasília, onde teve oportunidade de crescer e trazer modernidade para outras empresas locais e para o governo federal por meio de produtos e serviços ligados à tecnologia da informação.
O intuito da iniciativa foi contribuir para a educação das crianças brasilienses para que elas fossem capazes de construir um futuro mais promissor e sustentável para a capital federal do que o relatado no livro. A obra leva uma reflexão sobre a importância de preservar o projeto urbanístico de Brasília ao transportar o leitor a um futuro nada agradável, com uma cidade destruída pela negligência da população. Paulo Castelo Branco alerta para a especulação imobiliária e a inevitável queda da qualidade de vida dos brasilienses se medidas não forem tomadas a tempo.
3. Doação de móveis para escola pública
Em janeiro de 2010, a VERT comprou móveis novos para a sede, em Brasília. Doou, então, os antigos, ainda em perfeito estado de conservação, para o Centro de Ensino Fundamental Vargem Bonita, uma escola pública no Parkway que tem 702 alunos. Foram doados duas mesas de escritório, doze cadeiras de mesa Danna Day, quatro cadeiras de escritório da mesma marca, uma mesa redonda, uma mesa de recepção, um blindex e 11 metros de divisória.
“Com os novos móveis, tem gente que entra aqui e acha que é colégio particular”, conta a vice-diretora do colégio Rosalina Cavalcante da Ponte. Logo na recepção, a mesa de escritório e o vidro blindex dão um ar elegante ao local. Com as divisórias, a direção do colégio pode ser segmentada em cinco setores: administrativo, pedagógico, diretor, vice-diretor, mecanografia. “Ficou tudo mais organizado”, diz Rosalina.
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