SÃO PAULO - Os cortes de custos anunciados pelo Google nos Estados Unidos não vão afetar o Brasil. Subsidiária brasileira tem poucos trabalhadores terceirizados.
O Google Brasil classificou como especulações as notícias de que a companhia planeje demissões pelo mundo. Esta semana, o site WebGears e o jornal Wall Street Journal noticiaram planos de cortes que afetariam os cerca de 10 mil trabalhadores terceirizados que a empresa mantém no mundo.
O CEO da companhia, Eric Schmidt, disse à Bloomberg que o Google seguirá contratando, porém em ritmo mais lento. Uma porta-voz da empresa afirmou ao WSJ que o corte de custos afeta somente contratos com empresas terceirizadas e fazem parte da estratégia da empresa de diminuir, gradualmente, a participação de trabalhadores terceirizados em atividades de desenvolvimento e vendas da empresa.
A assessoria de imprensa do Google no Brasil afirmou que as contratações da companhia seguem ritmo normal, conforme os candidatos podem ver na página google.com/jobs. “Com relação a terceiros, o Google já vem reduzido esse tipo de contrato há algum tempo. O número de trabalhadores terceirizados deve continuar decrescente”, disse a empresa por meio de sua assessoria de imprensa.
Apesar das notícias de crise e da queda brutal no valor das ações do Google na Nasdaq, no Brasil a companhia vive um cenário diferente. O mercado brasileiro é um dos que apresenta maior crescimento da publicidade online e onde o Google exibe expansão proporcionalmente maior em todo o mundo.
No Brasil, o Google tem cerca de 200 funcionários, uma pequena fração dos 20 mil colaboradores diretos que a empresa mantém no mundo.
Relatório da companhia apresentado ao mercado de ações mostra que, no último trimestre, a empresa 519 pessoas no mundo. Para efeito de comparação, no mesmo período de 2007 a companhia somou 2130 funcionários à sua força de trabalho.
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