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11 pontos essenciais para compreender Software Defined Network

11 pontos essenciais para compreender Software Defined Network

Big Data, dispositivos móveis, virtualização, interoperabilidade entre redes e distribuição de serviços em escala global. As tecnologias de rede atuais não conseguem satisfazer todas as exigências dos usuários e das empresas devido à sua complexidade e à quantidade de protocolos envolvidos. Muitas das soluções atuais são definidas e desenvolvidas de forma proprietária, dificultando a integração entre soluções de diferentes fornecedores. Olhando para este cenário é possível entender por quê a arquitetura SDN (Software Defined Network, rede definida por software) tem ganhado atenções cada vez maiores em todo o mundo. Nesse artigo, trouxemos os 11 pontos essenciais para você compreender uma Software Defined Network. Confira!

Entendendo Software Defined Network

A maioria das redes convencionais foram projetadas quando a computação cliente-servidor era dominante. Essa arquitetura estática, construída com camadas de switches Ethernet e dispostas em uma estrutura de árvore tornou-se inadequada para as necessidades de computação e armazenamento dinâmicos de hoje. Com a popularização da internet, surgimento das novas redes móveis (4G), computação em nuvem e Big Data, houve uma mudança nos padrões de tráfego e na forma como os serviços de TI são consumidos. Tornando necessária uma nova arquitetura de rede que seja mais alinhada com as necessidades do mercado.

Uma Rede Definida por Software (SDN) permite uma separação útil entre os planos de controle e de dados. Essa separação provê uma representação lógica e centralizada da rede, no qual a configuração e o controle podem ser realizados facilmente. É possível, por exemplo, definir como cada pacote de dados deve trafegar pela rede e como determinado pacote deve ser roteado. Um administrador pode reescrever cabeçalhos baseados em parâmetros de fluxo ou descartá-los. A SDN muda a forma como projetamos, gerenciamos e operamos uma rede, tornando possível que um datacenter controle cada fluxo de pacotes que atravessa sua rede.

Agora, entenda os principais pontos de um Software Defined Network:

1. Baixo investimento

Não é necessário grandes investimentos para implementar uma SDN. Existem hoje soluções gratuitas no mercado prontas para uso, como alternativas às soluções proprietárias, diminuindo consideravelmente o custo do investimento. Também não existe a necessidade de adquirir dispositivos caros de rede, uma vez que uma SDN consegue suportar a camada 1 por meio de modelos de camada 3 de rede.

2. Redução de custo

O isolamento das máquinas, em qualquer ambiente físico, requer uma série de configurações de VLANs em dispositivos de rede separados, incluindo switches, roteadores, etc. É mais fácil para prestadores de serviços isolar clientes virtuais de outros clientes usando vários modelos de isolamento disponíveis na SDN, uma vez que a maior parte da rede é feita na SDN.

3. Gestão física vs Gestão virtual

A gestão de um ambiente físico exige a colaboração entre equipes de diferentes áreas para a implementação e operação de soluções de rede. Isso aumenta o custo total de propriedade e o tempo de resposta na resolução de problemas. A gestão de uma rede virtual diminui consideravelmente o custo de implementação e operação de novas soluções, uma vez que a SDN fornece a capacidade de controlar a rede virtual e física a partir de um gerenciamento central. Nesse cenário um administrador virtual pode processar quaisquer mudanças necessárias sem a necessidade de colaborar com equipes diferentes.

4. Gerenciamento virtual de pacotes

Uma SDN pode ajudá-lo a encaminhar pacotes virtuais para um software ou dispositivo físico em execução na rede. Se uma máquina virtual precisa acessar a internet do qual está isolada, por exemplo, é possível para os administradores proporcionarem esse acesso com o mínimo de esforço.

5. Redução do tempo de inatividade

A maioria dos dispositivos de rede físicos podem ser virtualizados em uma SDN, tornando fácil executar uma atualização de um único dispositivo em vez de precisar fazer isso por vários outros. A SDN também facilita a recuperação de quaisquer falhas causadas por atualizações por suportar instantâneos (snapshot) e configurações de backup.

6. Isolamento e controle de tráfego

Os serviços de computação em nuvem podem se beneficiar ao centralizar o controle de rede utilizando uma ferramenta de gestão central ao mesmo tempo em que a SDN fornece vários mecanismos de isolamento e segurança, como configurações de ACLs, firewalls, etc. Você também pode definir as regras de tráfego usando o console de gerenciamento da SDN, permitindo controle totalmente do tráfego sobre a rede.

7. Extensão da SDN com APIs

Como a SDN é baseada em software, é possível usar APIs de vendedores e parceiros para estender as capacidades da SDN, desenvolvendo aplicações para controlar o comportamento e o tráfego da rede.

8. Ferramentas de gestão

Uma SDN pode entregar todas as suas necessidades de rede em um único produto, permitindo controlar cada peça de rede com uma ferramenta central de gerenciamento. Os administradores de rede muitas vezes tem dificuldades para gerenciar diversos dispositivos físicos como routers, switches, etc. A SDN simplifica o gerenciamento de dispositivos físicos, fornecendo APIs de gerenciamento.

9. Aumento da segurança

Os ganhos de segurança com uma SDN são enormes. Uma vez que a rede passa a ser programável, torna-se mais fácil criar e implementar soluções de segurança para controlar cada aspecto da rede. Rotinas podem ser escritas para adicionar funcionalidades aos dispositivos como controle de tráfego, alertas, inspeção, etc. É possível escrever regras stateful para procedimentos de quarentena, migração/redirecionamento transparente de conexões maliciosas e implementar técnicas para detecção de ataques baseadas em fluxo, que podem ser reimplementadas e distribuídas de maneira mais eficiente.

10. Conexões mais inteligentes

A SDN permite que arquitetos criem sistemas conectados mais inteligentes, desenvolvendo automações ainda mais fluídas que podem ajudar no equilíbrio de carga entre a nuvem e vários centros de dados, gerenciando o tráfego com base na lógica de rede e na capacidade de cada centro. Tais sistemas ajudam a aumentar a persistência de dados, diminui o downtime e tornam a recuperação de dados mais eficiente em caso de problemas.

11. Padrões abertos

Já existem no mercado várias iniciativas dedicadas a promoção e adoção de padrões abertos. A principal atende pelo nome de OpenFlow – peça fundamental da arquitetura SDN, e quem está por trás é a Open Networking Foundation (ONF). A ONF tem como missão promover a adoção de padrões abertos, pavimentando caminho para o desenvolvimento de soluções interoperáveis, colaborando com os principais especialistas do mundo quando o assunto é SDN.

Como vimos, o objetivo de uma Rede Definida por Software é permitir que os engenheiros e administradores possam responder rapidamente às demandas do mercado e às necessidades dos negócios, reduzindo custos, aumentando o controle e a confiabilidade sobre a rede e os dados que trafegam por ela.

E você? O que achou do artigo? Já pensou em implementar uma SDN na sua empresa? Aproveite os comentários e compartilhe o seu ponto de vista.

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