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Qual o futuro da cibersegurança?

A cibersegurança é um assunto que sempre esteve em pauta nas empresas que já entenderam o poder da tecnologia e a utilizam para potencializar seus negócios. Um recente estudo da consultoria global PWC, por exemplo, identificou que 91% das médias e grandes empresas têm algum tipo de ação para gestão de riscos com segurança cibernética.

Se você também tem a segurança da informação como uma prioridade na sua empresa, este artigo vai lhe ajudar. Aqui, vamos apresentar as principais tendências da cibersegurança para o futuro. Acompanhe!

Mobilidade: dispositivos móveis mudam a forma com que as empresas lidam com a segurança em suas redes

A adoção mundial de dispositivos móveis (smartphones e tablets, sobretudo) no ambiente corporativo cresceu significativamente nos últimos três anos. Se esse ritmo continuar, acredita o Gartner, 80% das conexões de internet podem ter origem a partir de um dispositivo móvel até o ano de 2025.

O crescimento em dispositivos conectados vai acelerar a tendência global de computação em nuvem. Isso significa que os dados estão, cada vez mais, se movendo e sendo armazenados na nuvem. Dentro disso, o ritmo de criação e implementação de práticas e ferramentas para lidar com diferentes tipos de dispositivos e do acesso a partir de vários locais (que não necessariamente as quatro paredes do escritório) exigirá dos departamentos de TI mais conhecimento em monitoramento e automatização de processos de segurança.

Da mesma forma, a crescente adoção do BYOD (bring your own device) — uma em cada duas empresas latino-americanas já aderiram, de acordo com a IDC —, prática na qual os colaboradores trazem seus próprios dispositivos para utilizar as soluções da empresa, também exigirão mais atenção em relação à segurança.

Leia também: Como evitar a perda de documentos e informações da empresa?

Internet das coisas: tudo conectado e um boom de ameaças por todos os lados

Temos visto uma onda de dispositivos móveis e wearables (tecnologias vestíveis) fluir para dentro do local de trabalho, cada um oferecendo uma nova incursão potencial para os cibercriminosos, mas a Internet das Coisas representa outra ameaça iminente. Como a conectividade se espalha em todos os cantos das nossas vidas e das empresas, torna-se mais difícil manter uma visão clara dos pontos de entrada e fluxo de dados.

A Internet das Coisas, acreditam Gartner, PWC e outras importantes instituições de tecnologia, pode trazer muita dor de cabeça para as empresas. Os dados confidenciais devem ser criptografados, o acesso deve ser restrito e supervisão é necessária. É importante que a TI seja capaz de gerenciar e bloquear o acesso a dispositivos e redes corporativas sempre que necessário.

Big Data: mineração e análise de grandes quantidades de dados exige profissionais de segurança da informação mais qualificados

A procura por profissionais qualificados em cibersegurança se intensifica, uma vez que a automação e as ferramentas de mineração de dados em larga escala (Big Data) passam a ser práticas utilizadas no dia a dia das empresas.

Para a PWC, bate à porta das médias e grandes organizações a necessidade de buscar centros virtuais de operações de segurança (provedores de segurança na nuvem), que fornecem trabalhadores com flexibilidade e capacidade de trabalhar em qualquer lugar, bem como práticas amplamente testadas e reconhecidas em nível mundial (fornecedores certificados por grandes players de segurança cibernética).

Ransomware: cresce a prática do “sequestro de dados” em todo o mundo a partir de 2016

Falando mais em um nível de ameaças que merecem atenção, os ataques do tipo ransomware tendem a crescer a partir de 2016. De acordo com Cyber Threat Alliance, essa prática custou mais de US$ 325 milhões para centenas de milhares de usuários em todo o mundo em 2015. Esse tipo de ataque criptografa arquivos importantes, tornando os dados inacessíveis até que seja pago um montante pelo “resgate”.

Nas palavras do Cyber Threat Alliance, o melhor a se fazer é lidar com a prevenção (educação dos usuários para evitar vulnerabilidades) e investir em proteção em tempo real (antivírus, backup online, monitoramento do ambiente digital etc.).

Leia também: 4 tendências de segurança da informação que terão destaque nos próximos anos

Como o assunto cibersegurança está sendo tratado na sua empresa? Deixe um comentário!




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