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Qual modelo de computação em nuvem é adequada para sua organização?

Segundo a empresa de consultoria Gartner Group, a convergência e o reforço mútuo das quatro tendências interdependentes – a interação social, mobilidade, nuvem e informação – estão transformando a maneira como as pessoas e as empresas se relacionam com a tecnologia.

No conceito de “Nexus of Force”, a empresa de consultoria apresenta a nuvem computacional como o principal elo que une todas as forças convergentes. É o modelo de aprovisionamento dos recursos necessários de computação para as atividades corporativas. Sem a computação em nuvem, as interações não têm lugar para a acontecer em grande escala, o acesso móvel não seria suficiente para ser capaz de se conectar a uma ampla variedade de dados e funções, e as informações ainda estariam presas em sistemas específicos.

Em uma visão muito similar, a empresa de consultoria IDC, apresenta a “Terceira Plataforma de TI” como aquela que será construída em dispositivos móveis, serviços de nuvem, tecnologias sociais e big data. Em alguns estudos mais recentes, a empresa de consultoria aponta que em 2018, um terço dos líderes em praticamente todas as indústrias serão novos players no estilo Amazon.

Acredito que esses dois exemplos mostram a adoção da nuvem como um caminho inevitável para as empresas, cujo a TI é o motor para expandir os seus negócios e transformar suas operações. Mas qual é a melhor abordagem de nuvem para cada empresa? Nuvem privada, pública ou híbrida? Isso vai depender da estratégia de cada departamento de TI.

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Nuvem Privada: Aplica-se aos clientes que querem implementar a nuvem computacional de forma dedicada e isolada de outras empresas. Neste caso, o desafio para os departamentos de TI é levar para dentro dessas organizações o dinamismo, a  rapidez, a elasticidade, a economicidade da nuvem. É necessário investir em pessoas, processos e tecnologias para implementar, por exemplo: uma gestão eficiente dos serviços de TI, o alinhamento dos serviços TI com os objetivos de negócios da organização, identificação dos recursos necessários para a disponibilização dos serviços, automação e orquestração para a entrega eficiente dos serviços aos usuários finais, monitoração dos ativos de TI e da experiência do usuário final, implementação e operação de recursos tecnológicos.

Nuvem Pública: Aplica-se aos clientes que irão usar os serviços de TI de um provedor externo a organização através de tecnologias da Internet. O departamento de TI não gerencia os equipamentos e softwares utilizados na prestação de serviços, seu foco é sobre capacidade dos recursos sob demanda, gestão do níveis de serviços e orquestração da informação.

Nuvem Híbrida: Aplica-se aos clientes que adotam a nuvem privada e podem usar serviços de provedores externos para estender a sua capacidade de prover tecnologias aos usuários finais. Existem diversos casos de uso, tais como: site de contingência, arquivamento de dados, elasticidade de um sistema para um evento de calendário específico (site de comércio eletrônico no Natal), ambientes de testes e desenvolvimento.

Em 2008, o Gartner havia previsto que mais de 80% das organizações estariam usando recursos de nuvem pública nos próximos 5 anos. Em uma pesquisa realizada em 2013, no final do ciclo previsto, confirmou a visão do instituto de pesquisa. Isso mostra a força da nuvem e que não é uma tendência passageira. O que os gestores de TI deveriam colocar em sua pauta é: como aproveitar as oportunidades desta nova plataforma de TI para otimizar ou transformar as operações das suas empresas.

Wesley Almeida
Diretor – Unidade de Serviços Especializados

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