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Por que a segurança é um empecilho para a internet das coisas?

A Internet das Coisas, ou Internet of Things (IoT), em inglês, conceito que designa a conectividade entre os mais variados objetos do dia a dia com a web, de eletrodomésticos a equipamentos mais sofisticados, deve, de acordo com o Gartner, se consolidar até o final de 2015, quando mais de 4,9 bilhões de “coisas” estarão conectadas. Contudo, ela traz aos gestores de TI novos desafios. Entra na pauta destes profissionais uma nova preocupação: a segurança na Internet das Coisas.

Na corrida por um mercado que não para de crescer, desenvolvedores de aplicações em todo o mundo vêm conectando os objetos mais inimagináveis, por meio dos mais variados sensores, aplicativos e dispositivos em rede, o que pode ser preocupante do ponto de vista da segurança da informação. À medida que mais coisas são conectadas, amplia-se o descompasso entre o desenvolvimento de novos produtos e os estudos sobre as possíveis vulnerabilidades que os gadgets podem sofrer.

O mercado promissor e a segurança na Internet das Coisas

Até 2020, estima o Gartner, a Internet das Coisas deve movimentar uma cifra estratosférica: 25 bilhões de dólares. Uma cadeia imensa de novos empreendedores e empresas já consolidadas estão investindo pesado de olho neste retorno.

É muito lógico concluir que pessoas mal intencionadas irão agir para aproveitar este mercado potencial. A cada nova combinação tecnológica criada para conectar objetos, também surgem malwares tão poderosos quanto. A McAfee, gigante do mercado de segurança na internet, por exemplo, afirma que 2015 deve ser o ano dos recordes em ataques cibernéticos em todo o mundo.

Testes e atualizações não podem ser esquecidos

Com o maravilhoso mundo que o digital oferece aos empreendedores, a pressa em desbravar as possibilidades da IoT e ganhar mercado, muitas vezes pode fazer com que startups e desenvolvedores individuais deixem de lado os inúmeros testes que são aconselháveis no desenvolvimento tecnológico.

Por outro lado, os próprios usuários precisam se acostumar com o ritmo frenético de novidades, atualizando seus dispositivos (especialmente as tecnologias vestíveis, ou wearables) com as versões mais recentes dos sistemas, além de não esquecer de adquirir e manter atualizadas ferramentas de segurança.

Usuários atentos ao ritmo da Internet das Coisas podem evitar riscos

Para a maioria dos especialistas em segurança na Internet das Coisas, o futuro, além de ser uma preocupação dos desenvolvedores, está nas mãos dos usuários. Cabe a eles optar por sistemas originais e atualizados, adquirir aplicativos somente de fontes confiáveis, fazendo downloads de lojas oficiais, por exemplo.

No ambiente corporativo, um conselho é isolar o tráfego dos dispositivos e usuários que se encaixam no campo da Internet das Coisas em uma rede wi-fi exclusiva. Isso faz com que o controle do pessoal de TI fique mais preciso. Também ajuda na garantia de que a operação da empresa não será prejudicada com a enorme quantidade de coisas conectadas — já passamos do momento de proibir que um funcionário venha para o trabalho com seu tênis Nike que é conectado a um aplicativo, por exemplo.

Internet das Coisas é um mundo novo, um mundo de oportunidades, mas também é um desafio. Este desafio requer atenção, uma nova mentalidade; requer discussão e busca de soluções em segurança. Mãos a obra!

Sua empresa está preparada para os desafios da segurança na Internet das Coisas? Você tem alguma dúvida ou ideia sobre este assunto? Deixe um comentário!





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