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O que esperar das cidades inteligentes?

Caracterizadas por aplicar soluções tecnológicas a problemas urbanos, as cidades inteligentes surgem espalhadas pelo mundo. Em Barcelona, na Espanha, os habitantes têm acesso a um mapa digital, através de um aplicativo no celular, com a localização exata do trem, táxi, metrô ou ônibus que pretendem utilizar. Seul, Cingapura, Estocolmo e Califórnia são centros urbanos que também já operam a partir do conceito de cidades inteligentes. Nestas três últimas, uma análise de dados sobre o trânsito permite que sejam previstos engarrafamentos até 1 hora antes de começarem.

Outras cidades já ensaiam um funcionamento a partir de uma estrutura mais inteligente, testando soluções de TI, usando dispositivos conectados, pondo em prática monitoramentos e troca de dados sobre fluxo de trânsito, tempo, notícias e outros. Para compor as cidades inteligentes, é previsto que quase 10 bilhões de dispositivos estejam conectados até o ano de 2020.

O impacto da “internet das coisas”

A internet das coisas (IoT, Internet of Things) tem de ser efetivamente útil para que contribua na transformação das cidades em espaços inteligentes. Nesse sentido, novas funcionalidades têm sido implementadas aos aplicativos pela indústria de TI, de modo que o número de dispositivos móveis conectados através da rede wi-fi tende a ser cada vez maior e mais comum.

Os usuários deverão estar mais familiarizados pois já adotam o uso inteligente dos mecanismos nos mais diversos locais. A perspectiva de haver em cerca de cinco anos um significativo aumento no número de dispositivos conectados, a maior parte deles relacionados aos ambientes de residências e edifícios comerciais, reforça a realidade que compõe o formato das cidades inteligentes.

O que algumas cidades têm feito

Em países como a Alemanha, dispositivos da categoria IoT no formato de pulseiras já estão em teste. Elas monitoram idosos para identificar quando precisarem de alguma ajuda, estiverem em situações emergenciais, feridos ou em algum lugar muito frio. Apesar de opcional, o monitoramento vem sendo procurado por diversas pessoas mais velhas que se inscrevem para utilizar o serviço, o que denota uma avaliação positiva do monitoramento; percebem que têm benefícios para sua própria segurança.

Na Índia, no final de abril de 2015, o governo aprovou 100 projetos para cidades inteligentes. A missão é de renovação urbana e aceleração do crescimento econômico. Um “Conselho” na Índia foi criado para promover o desenvolvimento de cidades inteligentes e é parte do Conselho com base nos EUA, um grupo constituído por profissionais e especialistas no assunto. É um movimento estratégico importante da Índia, pois os centros urbanos inteligentes são motores de crescimento e contribuem significativamente para o PIB do local.

Viver numa cidade com sensores

O que está por trás do funcionamento inteligente de uma cidade, é o fato de ter quase tudo monitorado, desde o tráfego até o pico de ocupação dos estacionamentos, para poder descobrir, por exemplo, quais ruas têm mais veículos transitando à noite e necessitam de iluminação.

Apesar dos indivíduos ainda terem alguma resistência à ideia de monitoramento público, o esperado é que os benefícios e consequências sejam percebidos até que todos se habituem ao fato de viver num espaço com sensores espalhados por toda a infraestrutura pública. É preciso certa conscientização das pessoas sobre o que significa viver num ambiente conectado e sensorizado, no entanto, o sucesso das cidades inteligentes depende de compreender seus cidadãos e suas principais necessidades.

Tendências e oportunidades de negócios para a indústria de TI

As tendências estão mais voltadas para o desenvolvimento de sensores inteligentes que atuem na detecção de movimento, tanto para iluminação de ambientes quanto para monitoramento da saúde.

A construção de cidades inteligentes representa o uso eficiente dos recursos de um país para promover melhorias na qualidade de vida urbana. Espera-se que, em países como a Índia, a construção desses centros urbanos contribua para proporcionar ambientes mais limpos e sustentáveis, com foco em infraestruturas básicas, porém essenciais, como o fornecimento de água limpa, saneamento, gestão de resíduos, mobilidade urbana, transporte público e moradias acessíveis.

Espaços urbanos estruturados e funcionando de forma inteligente implica que existam dispositivos conectados, sensores, monitoramento de dados e troca de informações sobre os mais diversos segmentos: necessidades a serem supridas por soluções de TI. O intuito é promover um funcionamento fluído da cidade conforme suas demandas, o que envolve também considerar os hábitos e rotinas da população habitante.

Aqui na Vert temos o estudo de caso de Sinop, uma cidade do Mato Grosso que adotou o uso de algumas tecnologias para melhorar de vida. Conheça o estudo de caso aqui.

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