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O Big Data pode ser utilizado na Deep Web?

Usado tanto por marcas a fim de criar promoções mais eficientes quanto por cidades a fim de aperfeiçoar seus sistemas de transporte e segurança, Big Data é um dos termos mais discutidos do mercado de tecnologia da atualidade. No entanto, quem trabalha (ou deseja trabalhar) com conteúdo na deep web ainda encontra limitações para aplicar essa ideia dentro das redes mais profundas.

Mas por que é tão difícil trabalhar com Big Data dentro da deep web? E, além disso, quem lucraria com essa indexação de dados? É o que vamos explicar por aqui. Confira!

As dificuldades em coletar dados da Deep Web

Para começar, devemos entender quais são as dificuldades encontradas por quem busca algum conteúdo na deep web, e, talvez, a principal delas seja o fato de que a maioria das páginas desenvolvidas para aquelas redes não são indexadas pelos mecanismos de busca, como o Google e Yahoo. Mas por que alguém criaria uma página que não pudesse ser encontrada?

Bem, motivo é o que não falta. Podemos lidar aqui tanto com o caso de um site como o Wikileaks, que, por vazar documentos sigilosos — de empresas e até governos — precisa entregar um ambiente que favoreça ainda mais o anonimato e até com páginas de instituições criminosas, como o Estado Islâmico, que usa a rede para recrutar novos seguidores. E isso, é claro, sem contar os usuários que usam a deep web para fazer testes e aprender mais sobre a construção daquele cenário.

Agora, ainda que exista todo esse espírito de anonimato, hoje em dia já bastante é possível realizar buscas — ainda que limitadas — e fazer análise de dados dentro da deep web.

Da superfície para as profundezas

Quando falamos de deep web, é bom sempre ter em mente que estamos lidando com um tipo de rede dividido em camadas, onde cada camada tem um grau maior ou menor de complexidade. Por isso, ainda que os dados da camada mais “rasa” não estejam indexados em sistemas como o do Google, nada impede que outras ferramentas as encontrem.

Páginas como a Elephant e a TorSearch, por exemplo, são algumas daquelas alimentadas por vários links de sites da rede onion (a porta de entrada da deep web) e que contam com sistemas de busca que procuram por resultados ali dentro. Além disso, muitos usuários costumam colocar em redes sociais e páginas indexadas pelo Google (ou seja: dentro da surface web) links para urls da deep web, o que acaba por criar um vínculo entre esses dois lugares.

Outra maneira de procurar e analisar informações dentro da deep web é por meio do monitoramento de fóruns onde os usuários costumam postar os links para outras páginas daquela rede. Algo que já tem sido aproveitado por empresas e instituições governamentais, apenas alguns exemplos de quem pode lucrar com a obtenção de dados dentro da deep web.

Quem lucraria com a mineração da Deep Web

Além das óbvias empresas de segurança — digital ou física —, universidades também podem lucrar com o uso do big data dentro da deep web ao encontrar mais resultados a respeito de estudos, além de setores do mercado, como o agronegócio, que pode procurar por ali informações sobre o combate a pragas e até respostas para perguntas envolvendo o clima.

Como já falamos em nosso e-book, o Big Data é hoje uma ferramenta extremamente útil para melhorar a segurança da informação de qualquer empresa, por isso, saber como expandir seu alcance dentro de um ambiente como o da deep web pode fazer a diferença nos resultados do seu negócio (e no dos seus clientes).

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