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Data Analytics: Como ele deve ser usado para tomada de decisões

Com a pressão por resultados aumentando no contexto político e econômico atuais no país, muitos empresários e dirigentes de empresas passaram a dar mais atenção às ferramentas e aos processos de gestão empresarial que já estão no mercado a um tempo, mas que acabaram sempre ficando de lado por conta do medo de investir em tecnologia que pode não resultar imediatamente em lucros ou economias.

Mesmo assim, a disposição para a adoção de processos de Data Analytics (DA) na gestão da empresa não é suficiente, por si só, para uma implementação adequada: existe a necessidade de adaptação gerencial para o uso satisfatório deste tipo de solução.

Os primeiros passos consistem em entender do que se trata o BA e quais são os limites de sua atuação. Trata-se, então, da aplicação conjunta de conhecimentos, tecnologias e processos com foco em análise de atuações e resultados passados, buscando prever e antecipar resultados futuros em cada contexto de atuação.

Este tipo de prática, portanto, está relacionada à busca por melhoria, levando em conta tudo que a empresa faz e como estas ações impactam os resultados de cada área, o que leva ao segundo passo importante.

Como uma técnica de análise e apontamento, o uso do DA, por melhor que possa ser, não produz qualquer tipo de mudança na gestão da empresa: ela traz as informações que devem ser usadas para eventuais mudanças.

Apesar da aparente obviedade, esta constatação – ou a falta dela – é o que impede muitas empresas de colher os frutos de um bom uso de ferramentas de análise, pois elas recusam-se a mudar suas posturas e práticas, mesmo em face de evidências que sugerem este tipo de mudança. Consequentemente, se um diretor ou empresário não está disposto a realizar os ajustes que, eventualmente, são apontados pela aplicação da BA, seu uso é totalmente inócuo.

Havendo a disposição de agir com rapidez em cima das informações coletadas, os próximos passos estão ligados ao planejamento e aos objetivos que a empresa tem. O DA pode ser aplicado à gestão de pessoas, finanças, projetos, relacionamento com o cliente e muitas outras áreas. O crucial aqui é fazer uma análise prévia do que se almeja em cada gerência, selecionar as fontes de informação e os indicadores mais coerentes com cada objetivo e definir os prazos para atuação em cada situação da empresa. As necessidades vão variar muito de departamento para departamento, assim como os períodos relativos para a análise e sua aplicação.

O passo final é aplicar o DA nas áreas críticas, usando as ferramentas corretas e garantindo que as equipes estão seguindo todo o procedimento estabelecido, para então colher as informações necessárias para tomada de decisão de cada área. Quanto maior a frequência de uso, maior a confiabilidade dos dados e a capacidade de aplicação de tudo que foi levantado, por isso é fundamental que o DA não seja visto como um projeto, mas sim como uma nova forma processual de manter a gestão da empresa em constante evolução.

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