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Como o BI beneficia as empresas governamentais

Como o Business Intelligence beneficia as empresas governamentais

A situação econômica atual não permitiu nem que as empresas governamentais saíssem ilesas em seus mercados de atuação. Com cortes de verbas e estruturas de gestão que muitas vezes dificultam a agilidade, empresas públicas atualmente estão enfrentando dificuldades similares de rentabilidade e gestão às que afetam o setor privado. E, da mesma maneira, a solução passa por um bom planejamento e uso consciente dos recursos disponíveis, o que é enormemente ajudado pelo uso de práticas de Business Intelligence (BI).

Empresas governamentais geralmente tem grandes vantagens de posicionamento, já que muitas atuam com exclusividade em seus mercados, especialmente como fornecedoras de produtos de base como energia, água e saneamento.

Mesmo assim, ainda existem desafios de produção e gerenciamento das atividades que sempre podem ser melhorados através de dados e informações extraídos e aplicados de forma sistemática. Isso vai além do simples desejo por mais eficiência operacional: na realidade, estas empresas sofrem pressão por qualidade de serviço oferecido com custos operacionais reduzidos, ao mesmo tempo em que devem enquadrar-se em uma série de normas e regulamentos governamentais. E tudo isso sem a opção de realizar downsizing da equipe, já que muitos dos funcionários são concursados e possuem estabilidade.

Nessa situação, a melhor opção para aumento de performance e garantia de adequação às normas regulatórias passa pelo bom uso de ferramentas e técnicas que garantam o melhor uso de recursos da empresa para maximizar resultados. No caso, o uso de ERP é uma forma inteligente e eficaz de aumentar a qualidade da gestão ao mesmo tempo em que se ganha uma visão clara dos processos que envolvem as atividades da empresa. Os resultados aparecem sob a forma de identificação de focos de ineficiência operacional, desperdícios e áreas que necessitam investimentos e melhorias.

Outros exemplos de BI em empresas públicas está no monitoramento do relacionamento com o público. Embora o impacto da opinião dos consumidores seja diferente daquele percebido nas organizações privadas, os órgãos públicos também têm muito a ganhar evoluindo a forma como lida com seus clientes, tanto em termos de eficiência operacional quanto em termos de economia de recursos.

A prefeitura de Santo André, por exemplo, usou BI para identificar os gargalos na operação de recolhimento de tributos e percebeu que o principal problema era o fato de que o cadastro de contribuintes era separado do sistema de recolhimento. A prefeitura unificou os sistemas, o que gerou um controle muito maior para o governo e muito mais facilidade e rapidez de uso para o contribuinte. Similarmente, a prefeitura de São Paulo instalou um novo sistema de gestão de solicitação de serviços, integrado ao sistema de pedidos e contatos do cidadão, o que gerou não apenas mais controle, mas também economia e uma melhor possibilidade de prestar contas ao contribuinte.

Exemplos assim mostram a importância do uso de ferramentas de BI em qualquer contexto de atuação, pois os resultados são sentidos por todas as esferas – internas e externas – da organização.

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