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Como o Big Data e o Small Data devem atuar no Varejo?

A crise econômica sopra com violência sobre o varejo. Para ilustrar a afirmação, vale a pena lembrar que uma pesquisa do IBGE, feita no último mês de julho, mostrou que o comércio varejista teve em 2015 o seu pior 1º trimestre dos últimos 12 anos! Mas isso significa que todo o mercado está condenado a amargar resultados ruins o ano todo? As experiências recentes de algumas lojas com Small e Big Data para varejo nos mostram que não necessariamente.

Em um cenário de retração, aumentar as vendas exige extrema criatividade e audaciosa visão de negócios dos gestores na hora de escolher o que cortar e onde investir. Muitos empresários — erroneamente — cortam recursos em TI ao primeiro sinal de crise, quando na verdade deveriam fazer exatamente o contrário: as reduções de custos no médio prazo com o apoio da tecnologia e o aumento da produtividade na automatização de processos podem ser o limiar a separar os que se deixarão devastar pela crise econômica e os que conseguirão crescer, mesmo em um período nebuloso da economia nacional. E uma das saídas inteligentes para quem atua no comércio varejista — e quer minimizar os efeitos da crise — é investir em soluções em Big Data e Small Data.

Seus concorrentes estão correndo a 40km/h? Que tal sair da mesmice e dar mais potência ao seu negócio?

É no momento de caos que nascem as melhores oportunidades. Em um momento de crise, não são somente seus clientes que se afastam de sua loja. A concorrência também assistirá ao mesmo processo, o que pode possibilitar uma oportunidade para aumento de sua carteira, sem perder os consumidores já existentes. Mas, para conseguir essa façanha, é necessário investir em ferramentas que ofereçam maior aproximação do que a empresa oferece com o que seu público-alvo realmente deseja e consegue pagar. É aqui que entram as soluções em Big e Small Data.

O que a Ciência de Dados pode agregar ao meu negócio?

Se você não conhecer bem seu alvo, dificilmente conseguirá atingi-lo. Entretanto, nos dias de hoje, diagnosticar por completo a psicologia compradora de seus clientes é relativamente simples, já que temos à nossa disposição montanhas de dados deixados por eles em suas relações comerciais, rastros que podem ser seguidos para entendermos o que induz esse cliente à compra e como conquistá-lo.

Big Data x Small Data

Enquanto o Big Data trabalha com imensos volumes de dados não estruturados, de múltiplas fontes e que, por essa natureza, exigem o auxílio de soluções automatizadas para produzirem informações gerenciais, o conceito de Small Data envolve dados estruturados, de baixo volume e que estão prontos para análise, mesmo a olho nu. Neste caso, estamos falando de um simples histórico de compras de um cliente, de um levantamento que aponte os resultados comerciais do último período ou de informações retiradas do CRM da empresa. Perceba que o acúmulo exponencial do Small Data gerará a necessidade de trabalho com ferramentas de Big Data Analytics. Portanto, ambas as soluções se completam e devem ser usadas de forma complementar.

Cases de sucesso em Small e Big Data para varejo

Uma interpretação especializada dos dados contidos no sistema de registro das compras dos seus clientes (que consiga enxergar por trás dos números e relacioná-los adequadamente) já poderá trazer resultados extremamente positivos à organização, já que o produto dessas ferramentas são indicativos sólidos de pontos críticos, como por exemplo, porque os clientes deixaram de comprar, quais suas insatisfações e o que pode ser feito para mantê-lo comprando.

Quer um exemplo? Uma rede norte-americana de varejo (que também atua no Brasil) possui um sistema que joga automaticamente os dados gerados pelos leitores ópticos dos caixas em bancos de dados que serão trabalhados, em tempo real, mostrando quais os produtos com maior demanda, o que precisará ser reforçado no estoque, se as promoções têm surtido efeito, etc.

Outro case interessante é de uma das maiores lojas de artigos esportivos do Brasil, que também utiliza Big Data e Small Data para melhorar seu entendimento do consumidor, oferecendo produtos personalizados, de acordo com a navegação do clientes em seu site. O próprio movimento do cliente dá a direção do que a empresa deve oferecer a ele!

Vale lembrar, por fim, que existem lojas que instalam totens eletrônicos de pesquisa de satisfação na porta de suas lojas, como mais um data point para trabalho futuro com Big Data no varejo.

Vantagens do uso de soluções tecnológicas

  • Conhecimento aprofundado da psicologia de compra de seu target;
  • Melhor ROI (Retorno sobre o Investimento) de suas ações de marketing;
  • Auxílio na criação de promoções realmente em linha com os desejos de sua clientela e que, por consequência, contribuirão para manter ou aumentar seu ticket médio;
  • Identificação antecipada de futuras saídas de clientes de sua base ativa (Análise Preditiva), o que permite ao gestor mudar seu estoque, políticas de preço, promoções e formas de abordagem ao consumidor.

Existem no mercado especialistas em ciência de dados, empresas com expertise em data mining corporativo, as quais contam com modernos softwares de alta capacidade e velocidade de processamento (Big Data Analytics), capazes de coletar, agregar e processar dados de múltiplas fontes, a fim de gerar informações essenciais para tomar decisões precisas e melhorar os resultados de seu comércio. Essas mesmas empresas também estão aptas a trabalhar com a interpretação de pequenos volumes de dados (Small Data).

Caso tenha ficado com alguma dúvida sobre Small e Big Data para varejo, não deixe de nos escrever! Continue navegando em nosso blog e não se esqueça de compartilhar nossos posts nas redes sociais!

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