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Como atrelar estratégias de inteligência de negócios com o Big Data?

Como atrelar estratégias de inteligência de negócios com o Big Data?

Quando a economia está favorável e os negócios tendem a crescer mesmo com esforços mínimos, naturalmente o espaço para experimentação aumenta e as empresas tendem a ficar mais dispostas a tentar novas abordagens a seu público. Já no cenário de crise em que o país está, a tendência à retração e à contenção de despesas domina a maioria das decisões corporativas, justamente porque a margem para erros fica extremamente limitada, quase inexistente.

Ao mesmo tempo, as empresas convivem com a paradoxal necessidade de estimular o consumo e de ganhar visibilidade no mercado, atividades que exigem algum tipo de investimento, quase que invariavelmente. Neste momento, muitas empresas optam pela estratégia de “sentar e esperar essa maré passar”; as que alcançam a liderança, contudo, seguem por outro caminho.

Os melhores líderes sabem que, embora desafiador, o crescimento iniciado em períodos de crise costuma gerar o impulso necessário para um grande destaque na fase de recuperação econômica, pois a empresa já fez os ajustes e tomou as medidas necessárias para superar o momento e atuar com agilidade, permitindo o aproveitamento total das condições favoráveis que eventualmente surgirem.

Para isso, é necessário uma equipe focada, com direcionamento claro e boa motivação e, tão importante quanto isso, uma grande quantidade de informações precisas, corretas, atualizadas e altamente aplicáveis ao negócio da empresa. Para isso, o Big Data é uma ferramenta extremamente importante.

Este conceito surgiu há alguns anos nos EUA e consiste de coletar e analisar quantidades enormes de dados com objetivos variados, que incluem prever comportamentos, traçar perfis, analisar cenários, entre outras possibilidades que variam de acordo com a necessidade de cada negócio e de cada empresa. Embora o Big Data seja inseparavelmente dependente de alta tecnologia, suas aplicações são extremamente variadas tanto em termos de finalidade quanto de mercado, e seu uso traz rotineiramente benefícios para empresas de bens de consumo, serviços e até governo. Abaixo seguem alguns cases de sucesso desta prática como base da estratégia de negócios:

  • Cinemark: a famosa rede de cinemas implantou recentemente uma ferramenta de análise de PDV (ponto de venda), para avaliar o desempenho das bombonieres de suas 77 unidades no país. A ferramenta analisa desde os produtos mais vendidos aos horários em que eles são mais requisitados, dos funcionários que tem melhor desempenho às lojas que demonstram mais eficácia. Com isso, a rede conseguiu já aumentar as vendas em toda a rede, além de implementar planos de incentivo e premiação dos funcionários.
  • Polícia de Los Angeles: usando dados de 13 milhões de crimes ao longo de 80 anos na cidade, o departamento de inteligência da polícia conseguiu não só avaliar quais as zonas mais perigosas, mas também os fatores que levam a probabilidade de crimes a aumentar. Como resultado, conseguiram 33% de queda em furtos, 21% em crimes violentos e 12% em invasões.

Assim, vemos que o uso de análise de dados como base para a estratégia tem amplas aplicações com resultados notáveis em diversas áreas, por isso sua empresa não pode mais abrir mão de atuar com este tipo de processo em seu planejamento, a fim de ganhar sempre mais destaque neste cenário extremamente competitivo.

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