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Ataques de hackers: riscos que cidades inteligentes sofrem com isso?

Com o avanço tecnológico, também as grandes cidades estão se tornando cada vez mais conectadas. Tanto é que cada vez mais falamos em cidades inteligentes. Ou seja, os serviços urbanos como segurança pública, transporte coletivo, iluminação, saneamento,etc, dos grandes centros urbanos passam a ser controlados por sensores, entre outras tecnologias, que facilitam a logística e dão mais poder de decisão para os gestores e mais comodidade à população. De acordo com o Pike Research, em 2016 as cidades inteligentes devem movimentar algo em torno de US$ 1 trilhão em serviços e soluções de TI.

Neste post, iremos conversar sobre os desafios da cidades inteligentes frente à segurança da informação. Acompanhe!

Nem tudo é comodidade nas cidades inteligentes

Apesar de toda a comodidade, cidades inteligentes trazem também alguns desafios. Talvez o maior deles seja a segurança dos sistemas. Começam a surgir alertas dos especialistas em segurança da informação que criticam a vulnerabilidade a que estão expostos os grandes centros hiperconectados.

Um deles é o pesquisador argentino Cesar Cerrudo. De acordo com o The New York Times, ele conseguiu demonstrar que mais de 200 mil sensores de controle de tráfego instalados em grandes polos como Washington, Nova Iorque, Nova Jersey, São Francisco, Seattle, Lyon (França) e Melbourne (Austrália) eram vulneráveis ​​a ataques de hackers. A não criptografia dos sensores, de acordo com eles, é um dos maiores deslizes que estas cidades estão cometendo e pelo qual podem pagar muito caro.

E não se trata somente de teoria. Já há registros de grandes ataques orquestrados por hackers a várias cidades inteligentes, especialmente na América do Norte. Em maio de 2014, a CNN tornou público um relatório do Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos, em que um cyber ataque é relatado: hackers invadiram sistemas de controle de instalações de energia e de água em um grande centro não identificado do país.

Na mesma reportagem há a menção a 181 relatórios de vulnerabilidades recebidos pelo DHS no ano anterior, 2013. Surgem também tensões políticas: o governo dos Estados Unidos, de acordo com a reportagem da CNN, estaria acusando membros do exército da China por ataques à tecnologia de cidades e empresas americanas.

Cidades inteligentes mais seguras a partir do desenvolvimento das aplicações mais seguras

A recomendação dos especialistas em segurança da informação é o reforço de medidas básicas como a criptografia, senhas e outros esquemas de autenticação de identidade já durante o desenvolvimento das aplicações. Além disso, o monitoramento em tempo real precisa ser reforçado com a criação de equipes de resposta às emergências — especialistas a postos para agir diante de qualquer tentativa de inovação, ou para fazer reparos em tempo hábil.

O pesquisador argentino Cesar Cerrudo, de acordo com o The News York Times, sugere também que as cidades enrijeçam as restrições de acesso aos seus dados, tenham um rígido monitoramento de suas aplicações e executem testes de penetração, em que hackers tentam invadir cidades para que elas possam se conscientizar de suas vulnerabilidades e agir sobre elas.

Que tal? Você acha que será possível ter cidades cada vez mais conectadas e mantê-las seguras de ataques de hackers? Deixe seu comentário!

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