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Aprenda a implementar um processo de gestão de vulnerabilidade em 5 passos

Os dados de uma empresa são fundamentais para assegurar a continuidade de suas atividades e o registro das informações mais importantes. É compreensível que os donos de negócios se preocupem com mecanismos de segurança para resguardar os dados, protegendo-os da ação de vírus e crackers, da vulnerabilidade na transmissão em rede, e de todos os riscos a que os sistemas e aplicativos estão sujeitos.

A perda de dados e documentos pode comprometer um negócio, torná-lo alvo de pessoas mal intencionadas, de espionagem, de furtos e gerar uma série de graves prejuízos. Assim, o gerenciamento de vulnerabilidade torna-se uma solução relevante para evitar tantos problemas.

Confira como implementar um processo de gestão de vulnerabilidade com eficiência para obter os melhores resultados:

Preparação

Essa primeira etapa consiste na máxima compreensão do perfil de risco de sua empresa, considerando critérios como:

  • Tamanho, objetivos e abrangência geográfica da infraestrutura do negócio;
  • Quantidade de aplicações e dispositivos em rede nos diferentes momentos;
  • Valor de todos esses ativos.

Os ativos mais importantes são aqueles que contêm dados financeiros e sigilosos, que não podem, sob hipótese nenhuma, cair em mãos erradas. Esses merecem atenção e cuidados ainda mais especiais. Mesmo com alto nível de segurança, a empresa precisa considerar que as ameaças digitais, cada vez mais desenvolvidas, podem romper a barreira protetiva e acessar os dados.

Considerando essa possibilidade, a gestão de vulnerabilidade permitirá que se desenvolva maior rigor no controle, detecção de falhas e pronta correção nas ocasiões necessárias.

Descoberta

A etapa da descoberta também está associada ao tamanho e à natureza dos dados empresariais. Dados de baixo risco e menor importância podem ser examinados entre períodos mais demorados (como trimestralmente). Por outro lado, aqueles dados de alto valor e que estão expostos a maiores riscos devem ser examinados com muito mais frequência, mesmo que sejam várias vezes ao dia se for necessário. Agendar varreduras automáticas no sistema ajuda a detectar falhas em hosts e servidores.

Análise

Quanto maior o número de dados, maiores serão as dificuldades de análise. Portanto, a análise deve seguir uma ordem de prioridade e apuração, auxiliada por uma configuração adequada do software: informações de valor mais relevante devem ser identificadas e separadas das outras. Dessa forma, a análise correrá mais rápida e com mais eficiência, não sendo exigida do gestor uma análise manual e muito detalhista, que geralmente resulta em um trabalho ineficiente, com alto consumo de tempo e pouco rendimento.

Relatórios

A geração de relatórios permite que os dados se tornem acionáveis. Com uma boa quantidade de relatórios, pode-se focar em pontos importantes como:

  • Avaliação da ameaça;
  • Conformidade com as normas;
  • Status do SLA (Acordo de Nível de Serviço);
  • Exceções;
  • Datas de vencimento.

A equipe de segurança de TI deve revisar os relatórios e estabelecer uma agenda de quais ações devem ser tomadas e em que sequência.

Correções

As correções dependerão da vulnerabilidade e importância dos dados, podendo ser feitas de forma rápida e remota ou de forma mais complexa, com a utilização de sistemas off-line e recursos complementares. Como já dito, as previsões devem ser estabelecidas na fase de preparação de forma que, na última etapa, as correções possam ser realizadas com mais eficiência e a vulnerabilidade eliminada definitivamente.

E você, está efetuando adequadamente a gestão de vulnerabilidade dentro de sua empresa? Os resultados estão sendo compensatórios? Comente e compartilhe sua opinião com outros leitores!

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