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5 erros de gestão que vão sabotar sua infraestrutura de TI

O departamento de Tecnologia da Informação (TI) assumiu nos últimos anos um papel de protagonismo nas estratégias de crescimento e ganho de mercado das empresas. Deixou de ser meramente um apoio técnico para sentar à mesa das discussões importantes para o negócio, especialmente com o amadurecimento do empresariado em relação ao poder transformador das aplicações tecnológicas. Fala-se agora em infraestrutura de TI para potencializar os resultados, não mais apenas em suporte.

Tanto é verdade que, mesmo diante do baixo crescimento da economia, a consultoria IDC estima que os investimentos em TI no Brasil devem crescer 5% neste ano em relação a 2014, movimentando algo em torno de US$ 165,6 bilhões com a adoção de Cloud Computing e com ferramentas que ajudem a analisar grandes quantidades de dados (Big Data) em benefício dos negócios; também a tecnologia Mobile e a Internet das Coisas estão entre as escolhas de empresas de médio e grande porte.

Com isso, também a responsabilidade para os gestores de TI tomou uma proporção maior. É preciso acompanhar esta revolução com uma nova mentalidade, uma nova maneira de gerir, movendo a estratégia para o negócio e não apenas estar focado em métricas de TI. Acabou o tempo em que a maior parte das atividades da TI era atender a chamados dos usuários e demandas para modificações pontuais nos sistemas. A atuação agora é, cada vez mais, proativa e consultiva.

Se você já está antenado com esta mudança, acompanhe a lista a seguir para evitar estes 5 erros de gestão que podem sabotar sua infraestrutura de TI:

Erro 1: criar métricas focadas apenas na performance do departamento de TI

Se você estabelecer como métricas que demonstrem a performance de sua equipe de TI perante a empresa apenas calcadas no número de atendimento aos chamados ou incidentes solucionados, por exemplo, pode estar perdendo a oportunidade de demonstrar ao corpo executivo da empresa o impacto que a infraestrutura de TI está tendo sobre o negócio.

Para a empresa é mais importante saber o tempo que a capacidade produtiva vem ganhando com as implementações tecnológicas do que o tempo em que um analista de segurança de TI leva para detectar um vírus, por exemplo. E não se trata apenas de mudar o discurso, é uma nova visão. Na hora de defender a contratação de um serviço, por exemplo, você terá dificuldades de demonstrar valor se as métricas do departamento não estiverem alicerçadas no desempenho do negócio.

Erro 2: focar mais em “apagar incêndios” do que em gerar soluções

Não obter o reconhecimento e o apoio do time executivo é muito fácil quando a atuação do departamento de TI é toda voltada para resolver problemas. Para os decisores, que muitas vezes não conhecem as potencialidades da tecnologia, fica muito cômodo saber que há um departamento para “apagar incêndios”.

É preciso ter uma atuação mais propositiva; apresentar possibilidades e oferecer soluções. Por exemplo, em vez de ter uma infraestrutura de TI totalmente interna, propor à empresa a adoção da nuvem para algumas aplicações pode ao mesmo tempo facilitar a vida do departamento e gerar redução de custos e mais poder de escalabilidade.

Para isso, claro, é preciso mostrar valor; apresentar cases de sucesso, fazer comparações e demonstrar números que comprovem o que está sendo proposto. Isso não se consegue com uma atuação ao estilo “apoio técnico”.

Erro 3: não desenvolver as potencialidades da equipe

Não treinar a equipe pode fazer com que ela fique desatualizada e isso dificultará a atuação mais estratégica do departamento, fazendo com que a empresa não veja valor e sabote a infraestrutura de TI. A força de trabalho da equipe de TI não pode ser subjugada. É preciso ter sempre em mente que as pessoas podem se superar, melhorar suas habilidades e trazer mais valor ao negócio.

Para isso, você, como gestor do departamento, deve conhecer bem cada membro do seu time, saber quais são seus anseios em relação à carreira e ajudá-los a trilhar um caminho de desenvolvimento. Isso pode começar por propor tarefas que estimulem o aprendizado de novas habilidades até o incentivo à qualificação por meio de cursos, passando por estímulo ao espírito de equipe, à colaboratividade e o intercâmbio de conhecimento.

Erro 4: não “traduzir” a linguagem de TI para a diretoria e para os usuários

Outra forma de sabotar a infraestrutura de TI é manter o time executivo e os usuários totalmente alienados das potencialidades da tecnologia. Você já se perguntou se o restante da empresa está a par das coisas incríveis que o seu departamento tem feito pelo negócio?

Como não entendem os jargões e as práticas do dia a dia do pessoal de TI, as pessoas podem nem ficar cientes de como o departamento é importante e estratégico para a saúde do negócio.

Para que isso não aconteça, promova diálogos com os usuários. Participe mais das reuniões de negócios e, sempre que possível, comente o que pode ser feito ou o que está sendo feito para colaborar com a melhoria dos processos. Conte sobre as novidades do mercado de TI e como elas podem trazer mais inovação para o negócio. Enfim, venda melhor o departamento de TI, explicando melhor para as pessoas leigas.

Erro 5: vilipendiar a gestão da mudança durante os projetos

Toda novidade tecnológica surte alguma mudança dentro de uma empresa. E as pessoas são resistentes à mudança. A implantação de um novo sistema, por exemplo, movimenta uma gama de usuários que estão acostumados a fazer suas tarefas de uma forma e precisam se reacomodar em novos processos.

Isso vale também para a própria equipe de TI. É preciso trabalhar melhor aspectos como comunicação, explicação das vantagens que uma mudança trará para o negócio, os benefícios para os profissionais, etc.

Este trabalho pode envolver usuários-chave (que podem disseminar a mensagem positiva e influenciar a opinião dos demais), lideranças, etc. Exige planejamento e boa comunicação para desarmar resistências e recrutar aliados.

O que você achou destes cinco erros? Consegue trabalhar para evitá-los e evitar sabotagens à sua estrutura de TI? Deixe seu comentário!

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